quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Disney, Dumbo, e LSD reel 12/12

O elefantes caem e ficam-se no ecrã, formando nuvens. Vê-se uma silhueta de árvore. O dia está a clarear. Acalmia. Vemos a árvore. Agora o Dumbo. Finalmente o Dumbo.
Dorme, angelicamente, num ramo da árvore, com um babete e um chapéuzinho. O seu amigo rato dorme em cima dele.


O LSD acabou. Estamos de volta ao filme.

Mas que loucura foi esta num filme da Disney?

Disney, Dumbo, e LSD reel 11/12

Agora há elefantes, ,sempre cor-de-rosa, a fazer esqui aquático e a voarem em tapetes voadores. Eu repito: elefantes cor-de-rosa a voarem em tapetes voadores.

Passam comboios, carros, mais elefantes-tapete, mais comboios, um ritmo alucinante, é o delírio orgásmico, um ritmo frenético!


E de súbito...
...os elefantes começam a cair!

Disney, Dumbo, e LSD reel 10/12

A música está ritmada. Por fim, o macho atira o raio, qual lançador olímpico, e, acertando na cabeça da fêmea, rebenta-a numa grandiosa explosão. É o fim, penso eu.

Não. Continua. Casais de elefantes cor-de-rosa a dançar. A imagem foca um casal em particular que se transforma em carros de corrida!
Agora passa um comboio de carruagens-elefante cor-de-rosa. E outro. Chiça, que passanço dos grandes.

Disney, Dumbo, e LSD reel 9/12

O LSD continua forte. Na travagem dos esquis o ecrã enche-se de neve e ficam 2 figuras geladas. Delas sai o casal de elefantes, agora aquecidos e num ritmo tropical electrizante. Um raio une as suas trombas até que o macho usa o raio para limpar o traseiro enquanto dança (!?!).

Disney, Dumbo, e LSD reel 8/12

Nova fase da ganza do desenhador. No ecrã negro está um casal de elefantes estilizados, em traços rosa e verde. Danças de salão. A fêmea mergulha, o macho passa a fazer de canoa e ela ressurge como repuxo de jardim. Voltam à forma estilizada e fazem patinagem artística. Rodopio para aqui e para ali, até que se afastam, apenas para retornarem como esquiadores. Que mais virá?!?

Disney, Dumbo, e LSD reel 7/12

Pareceu estranho até agora? Eis que a cobra ondula e passa a ser uma dançarina do ventre. Num filme para crianças...
A imagem centra-se na barriga da bailarina, que se transforma numa lua, e por fim num olho vítreo e solitário num ecrã negro. O olho pisca e desaparece.

Que raio foi isto? Lembro-me a mim próprio que ainda estou a ver o Dumbo, o filme do elefante querido com orelhas grandes.

Do nada vêm 4 elefantes amarelos a tocar trompete com as trombas. A música de fundo continua louca. Os elefantes esticam-se e as suas peles rasgam-se.

Disney, Dumbo, e LSD reel 6/12

Segue-se o delírio. Os olhos da cabeça central transformam-se em pirâmides egípcias ondulantes. Ondulantes, cum raio!!


Surge um elefante-camelo, com uma bossa. Uma das pirâmides transforma-se em elefante-músico e desaparece. O elefante-camelo põe-se de pé transforma-se numa cobra. Que diria Ramsés disto?

Disney, Dumbo, e LSD reel 5/12

Os elefantes às riscas cruzam-se e ficam e formam um padrão escocês que estoura. Surgem 5 elefantes, com riscas horizontais, verticais, diagonais, com hexágonos e ocos. Marcham de frente para o espectador.

Surge uma figura humana formada por cabeças de elefante. Alguém deve ter censurado a tromba da cabeça da zona pélvica...

A figura enche o ecrã vendo-se apenas 3 cabeças.

Disney, Dumbo, e LSD reel 4/12

Agora a cama esvoaça e desaparece. Surgem 2 cabeças de elefantes-fantasma. Assustam-se e desaparecem.

Passam 2 cobras-elefante, de chapéu.


As cobras passam e surgem elefantes às riscas. A trip está a bater forte.

Disney, Dumbo, e LSD reel 3/12

Os mini-elefantes marcham à volta do ecrã vendo-se agora o Dumbo. Enchem o ecrã e estouram. Surgem manadas de elefantes fantasmagóricos, de olhos compridos! Dançam em torno de uma cama, de onde sai um elefante fantasma, esbranquiçado, enquanto os elefantes marcham de cabeça para baixo.

A trip está boa, e o desenhador sente-se inspirado para mais. Muito mais.