quinta-feira, 14 de março de 2013

O papa


Há uma coisa nos papas que eu nunca compreenderei (bom, se calhar há várias, agora que penso nisso a sério, mas deixemos tudo o resto de lado, pelo menos para já, que é para haver bom material para futuros posts - "posts" não, "espasmos", que este blog já está quase em rigor mortis...). Temos aqui pessoas que quando chegam ao topo da carreira podem escolher por que nome irão ser tratados daí em diante. Seja que nome for. Não há restrições, não tem de ser um nome bíblico, podem dar largas à imaginação. E toda a gente ficará obrigada a tratá-los por esse nome daí por diante, sem refilar!... Ah caramba, o potencial que isto tem!...

Imagino ontem o decano do colégio de cardeais a dirigir-se ao recém-eleito papa e a perguntar-lhe, no seu melhor latim, "Quo nomine vis vocari?" (bendita Wikipedia!), e este a pensar "ah caraças, é agora!...", a inspirar fundo, gotas de suor na testa de todos os outros cardeais, um silêncio mortal na Capela Sistina, as pinturas de Miguel Ângelo virando-se para o papa argentino, todos esperando ser inspirados por um nome ousado, épico, heróico, e...

"Papa Francisco, pode ser?"

Pá.

Não me interpretem mal, não tenho nada contra o nome Francisco, mas isto é o melhor de que os papas são capazes? Podem escolher TUDO O QUE QUISEREM, e...

"Francisco"

"João Paulo"

"António das Farturas" (nunca houve, mas não me espantava se aparecesse qualquer dia...)

Com tanta coisa interessante que se podia escolher. Sei lá. Papa Songoku I. Papa He-Man. Papa Formigas.

Enfim. Se calhar por estas e por outras é que eu nunca serei papa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O milagre da prima da irmã Lúcia

O DN publicou a notícia que parece pertencer ao "Inimigo Público" - a prima da irmã Lúcia atropelou 9 pessoas de quadriciclo. Citamos a citação do jornal: "Não sei como fiz isto, parece coisa do diabo ir assim para cima das pessoas. Ainda bem que estão todos salvos", disse ao jornal."

 O resto da entrevista, não publicada pelo DN mas apurada para o Quarto Segredo, é apresentada aqui:

DN: Coisa do Diabo? Explique lá...
Prima da irmã Lúcia: Estava eu a acelerar no quadriciclo quando senti uma excitação enorme. Não era só a velocidade, o vento na cara, a adrenalina do perigo... era algo mais - acho que era o diabo a possuir-me.
DN: O Diabo? A possuí-la? Mas como sabe isso?
Prima da irmã Lúcia: Já a minha prima Lúcia dizia o mesmo. Quando a excitação é muita e não temos nada entre as pernas, nem uma bíblia, nem uma Nossa Senhora de Fátima, nem nada, e começamos a ter necessidades de levar lá uma mão para acalmar as coisas... só pode ser o Diabo. E foi assim que se deu o acidente...
DN: Já só ia a conduzir com uma mão...
Prima da irmã Lúcia: Exactamente, exactamente... com a outra estava a expulsar o diabo dentro de mim. Já tinha metido 2 dedos à procura dele... depois foi o resto da mão toda mas aí já tinha uma perna meio no ar para conseguir tais habilidades.
DN: A perna direita ou esquerda?
Prima da irmã Lúcia: A esquerda. Foi assim que fiquei sem travões... e acertei nas 9 pessoas.
DN: Mas na sua idade ainda [73 anos] ainda... digamos... ehr... procura muitas vezes o diabo dentro de si?!
Prima da irmã Lúcia: Raramente... e desta vez nem tive tempo de o encontrar porque bati nas 9 pessoas, mas assim que cheguei a casa...
DN: Erhhh... obrigado, acho que temos material de reportagem que chegue...

Agradecimentos Pastorais ao DN pela informação disponibilizada.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O presépio

Há algo que me faz confusão quando vejo presépios neste período pré-natalício: não devia ser pecado meter já Jesus no presépio? É que na verdade ele só nasceu a 25 de Dezembro, ou seja, até lá os presépios deviam mostrar Maria com uma barriga enorme, sentada num banquinho com os pés muito inchados. Isso sim, seria uma visão acertada do que se passou.

Aliás, defendo que deveria ser introduzido um grau ainda maior de realismo: o presépio devia ser feito em Março, com uma representação de Maria a vomitar e José a olhá-la com ar desconfiado. A partir daí iria havendo mudanças graduais: Maria a comer coisas esquisitas a meio da noite, Maria com mau feitio a desancar José, José num bar da Galileia com os amigos a rirem-se da suposta virgindade de Maria, e por aí adiante.

Ah, e mesmo a 25 de Dezembro parece-me que faltam coisas no presépio. Por exemplo, onde estão a placenta e o sangue? Um parto não é propriamente uma coisa limpinha - de certeza que havia um balde algures no estábulo, onde ficou a placenta. E as fraldas sujas? Eu até percebo que a Igreja nos tente convencer de uma série de coisas que são difíceis de aceitar com racionalidade - mas tentar defender que um bebé não suja dezenas de fraldas quando nasce? Oh meus amigos padres, experimentem lá criar um filho que depois a gente conversa...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Crítica erótica de vinhos

O Axe recebeu uma promoção para compra de garrafas de vinho da marca "Grainha Tinto", 2006. O texto que acompanhava a promoção do vinho pareceu-nos de imediato muito erótico para descrever apenas... vinho.

Suspeitamos onde o enólogo terá ido buscar a inspiração, talvez numa noite já mais entornada, daquelas em que o álcool desperta a líbido.

Versão vínica escrita pelo enólogo:
“Bonita cor vermelha. Bom impacto aromático, com finura, muita fruta madura e especiarias, bem casada com a tosta das barricas. Volumoso na boca, textura rica e fresca, pleno de frutos vermelhos e taninos finos. Final guloso e longo”

Exemplo de uma possível versão erótica que tenha inspirado o enólogo:
“A racha tinha uma bonita cor vermelha. Cheirou-a – um bom impacto aromático, com finura. Acariciou-lhe o peito cheio, muita fruta madura. Era uma gaja bem casada, com a barrica traseira larga. Meteu-lho, volumoso na boca, e saiu logo um jacto de textura rica e quente, em pleno. Ela engoliu, num final guloso e longo”

Isto da critica de vinhos afinal é uma pouca vergonha copiada de porno-chachadas…

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Win vs Mac

Um amigo perguntava-me hoje, a propósito de tudo o que o iTunes não faz, se a Apple não salvava vidas.

Ora, meu caro, digamos que se te atirarem ao rio com uma pedra atada aos pés, se a pedra for Microsoft tu sabes que é possível conseguires desatá-la, embora só depois de o nó te dar dois ou três erros azuis, de reparares que a pedra tem vírus e de teres de ir ao DOS executar o comando c:\untie.exe -rope , o que levará a que provavelmente estejas morto antes de conseguires. Por outro lado, se a pedra for Apple, tu não te consegues salvar na mesma, mas repara como O RAIO DA PEDRA É LINDA, TODA BRANCA E ARREDONDADA!!! :') :') :')

terça-feira, 11 de março de 2008

A inovação na casa de banho


Diz o texto o seguinte: "Peço aos meus colegas, porventura menos dotados pela natureza, que se cheguem 10 cms à frente, para não pingarem o chão".

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Quem te avisa teu amigo é...

Vamos lá a ver como é que isto terá nascido. Um tipo resolve abrir uma funerária. Matuta no nome. “Cova funda”, uhmm, não, é de mau gosto. “Agência Alegrete”, uhmm, animado, mas pouco sério. “Funerária O caixão”, pouco criativo. “Funerária 7 palmos”, sim, sim, tem potencial. “Funerária Vá com Deus”, não, não, faz lembrar a Filipa Vacondeus… então, “Funerária O Adeus”, triste, mas enquadrado. E se fosse “Funerária “Olá a Deus” – trocadilho mórbido com “adeus”. Funerária A Morte. Não, muito pesado. Ahh, já sei: “Funerária Nossa Senhora do Aviso”. Oh sim, isto é que é. Talvez um bocado comprido – fica “Funerária Nª Srª do Aviso”. Ahhh, isto sim – quem avisa amigo é… e quem vem avisar da morte? É a própria “Morte”, vestida de capa negra e capuz, e com uma grande foice. A “Morte” é a Nª Srª do Aviso. Que ganda nome, pá! P’a funerária não há melhor.

Aliás, a Morte deve estar a soldo desta funerária, com reuniões comerciais ao dia 25 de cada mês em que o dono deve dizer coisas como “Então a amiga só ceifou 3 este mês e foram todos para a agência do Manel Caixote? É para isto que eu pago o amolar da foice e capas pretas novas todos os anos? As capas pretas com capuz são caras. Olhe que o custo de vida está pela hora da morte…”


E tudo com “honestidade e competência”, como reza o motto da agência. Aos interessados, fica em Bragança.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Só eu tenho p'ra cima de uma dúzia!

Nos telejornais são frequentes as notícias de que há 300 mil portugueses que sofrem disto, 600 mil que sofrem daquilo, 2 milhões que sofrem do outro.

Resolvi apurar na internet as doenças de que sofrem os meus compatriotas, porque segundo as estatísticas parece que nos cabe à sorte uma boa meia-dúzia de doenças a cada um, senão mesmo uma dúzia.

Em 10 minutos apurei que em Portugal há:

  • 2 milhões de hipertensos
  • 2 milhões com dor crónica
  • 600 mil com asma
  • 500 mil com doença pulmonar obstrutiva crónica
  • 2,8 milhões em risco de degenerescência macular com a idade
  • 70 mil com Alzheimer
  • 32 mil com sida
  • 500 mil com diabete
  • 5000 têm esclerose múltipla
  • 4000 têm tuberculose
  • 4 milhões sobrem de dores
  • 100 mil por ano apanham pneumonia
  • 100 mil esquizofrénicos
  • 100 mil à espera de consulta de oftalmologia
  • 10 mil com obesidade mórbida avançada
  • 13 mil com insuficiência renal
  • 15 mil com cirrose
  • 250 mil doentes alcoólicos
  • 20 mil com descontrolo intestinal e urinário
  • 25 mil com Parkinson
  • 130 mil com cancro da próstata
  • 25 mil com cancro do cólon e do recto (a cada cinco anos)
  • 500 mil sofrem de infertilidade (em idade de procriação)
  • 5000 com doenças neuromusculares

Sejamos sinceros connosco próprios: qual a probabilidade de sermos saudáveis neste país? Eu acho que vou emigrar para as Maldivas, Polinésia Francesa, ou Austrália. Algum sítio mais paradisíaco e mais saudável.

Isto, se sobreviver até tratar dos papéis, porque não deve faltar muito para descobrir que estou no grupinho dos que têm Alzheimer, asma, Parkinson e diabetes e que terei uns 10 dias de vida pela frente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A Lei do Tabaco

A nova Lei do Tabaco parece-me ser bastante acertada, mas peca por insuficiência. Para termos uma oferta de restaurantes compatível com um país moderno, há mais uma série de coisas que deveriam ser banidas, para bem da saúde pública.

Proponho por isso aos legisladores que não parem por aqui e que comecem desde já a pensar na criação da Lei Dos Empregados De Mesa A Cheirar A Sovaco, na Lei Dos Bifinhos Com Champinhons, na Lei Do Doce Da Casa (que pode também incluir artigos sobre o Doce da Avó) e na Lei Dos Empregados Que Tratam Os Clientes Por 'Ó Chefe'. Sem isto, não vamos lá.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Cirque?

Não consigo compreender a recente histeria nacional em torno do Cirque du Soleil. Já apanhei vários amigos a dizer, com ar orgulhoso, que já arranjaram bilhete para o próximo espectáculo - em Maio! E convenhamos que os bilhetes não são propriamente baratos, aquilo é um balúrdio. E para quê? Para ver circo?...

Não, meus amigos.

O Cirque du Soleil tem tanto de circo quanto o Cacém de charme. Sejamos francos - aquilo não tem leões, não tem cãezinhos amestrados, não tem uma boa dupla de palhaço rico/palhaço pobre... Qual é o conceito de 'circo' que eles não perceberam? Só lá há acrobatas - e isso não é um circo, é uma aula de aeróbica recauchutada. E das fraquinhas: fazer ginástica com arcos e trapézios e mais não sei o quê - bom, isso todos fazem, não é? Mas vão lá perguntar quem se arrisca a meter a cabeça dentro da boca de um leão e verão o resultado.

Deixo aqui o meu protesto: chamar circo ao Cirque du Soleil é um abuso. É enganar as pessoas. É o mesmo que abrir uma roulotte à noite, com um grande letreiro a anunciar as 'Bifanas do Solé'... Mas depois vender só suminhos naturais e saladinhas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Eta cafezinho amoroso, pô!

Por azar, ontem tive de ir a um sítio chamado “Quinta do Conde”, urbanismo típico da margem sul do Tejo.

Primeiro, aquilo foi difícil de encontrar, porque eu nunca me entendo com aquelas zonas. Mas encontrado o sítio, lá tratei do assunto, e fui lanchar ao que parecia ser uma pastelaria normal.

Eu devia ter suspeitado, porque aquilo chama-se snack-bar, e não pastelaria. Snack-bar, essa grande invenção portuguesa que ninguém sabe verdadeiramente o que é. Entre uma pastelaria, um café, um restaurante e um bar, situa-se o snack-bar, esse híbrido de geometria variável, que pode pender mais para o lado pastelaria, para o lado café, para o lado restaurante, para o lado bar, ou para lado nenhum dos lados, como era o caso.

À entrada, o cheiro intenso a torresmos acabados de fazer devia-me ter alertado. Mesmo assim, avancei, enquanto ouvia a voz roufenha do dono a dizer “por semana, vendo aqui 30 a 40 litros de vinho”. Pedi 2 gelados para os miúdos, e pensei no que havia de pedir para mim. Em qualquer café ou pastelaria, um galão e uma torrada seria um pedido normal, mas ali, naquele snack-bar, algo menos que uma sandes de courato seria coisa de larilas. Arrisquei, pedindo uma água com gás e sabor a limão, fazendo um ar de enorme desprezo, como quem diz, eu emborcava aqui e agora umas 3 ou 4 cervejolas bem fresquinhas, e coiso e tal, mas afinal é mesmo uma aguinha com sabor a limãozinho.

Pedi uma torrada. Não temos. Ahh, então se calhar um bolo qualquer. Pode ser esse mil-folhas, que está aí ao lados dos torresmos.

Enquanto eu comia, o dono fazia os seus telefonemas. “Tens uma carrinha pá? Preciso de ir buscar a máquina. Depois dou-te aquilo. Sim, o combinado. Não te preocupes, tudo seguro. Não há espinhas. Sim, levo aquilo e dou-te. Tens tudo do teu lado? Tá, tá, ok.”

Seguiu-se mais um par de telefonemas deste género. Depois, ele agarra a empregada brasileira dos seus 40 anos e ela diz “tenho uma vida disgraçada, pô! Cê tá bebendo di novo todos os dia? Tinha prômetido qui esti ano era diferentchi!” Ele tentava mudar de assunto enquanto lhe dava beijos no pescoço.

Paguei e saí. Pelo entusiasmo com que ele estava, pareceu-me que ia precisar das mesas…

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Excursão a Fátima acaba em tragédia de 15 mortos na A23

A trágica notícia que assola o país teve origem divina, ao que conseguimos apurar junto do Arcanjo Gabriel.

Depois de transformar a mulher de Lot num pilar de sal por esta olhar para trás para espreitar a carga de enxofre em Sodoma...

Depois de deixar o seu próprio filho ser pregado numa cruz...

Depois de deixar Caim matar Abel (se Adão e Eva ainda eram vivos, isto foi uma chacina de 25% da humanidade...)

Depois de lançar 7 pragas devastadoras ao Egipto, com milhares e milhares de mortos...


...Deus, irado, causou o desastre dos peregrinos/turistas porque nem todos acenderam uma velinha em Fátima.

Segundo outro Arcanjo - Rafael, desta vez - Deus caminhava de um lado para o outro em cima da sua pequena nuvem e cofiava a longa barba branca, enquanto vociferava contra os turistas/pelegrinos. Chegou mesmo a cuspir para o chão do céu - disse Rafael - e lá caiu uma monção na Índia, assim um bocado fora de tempo.

Nesta altura, as alminhas entristecidas já foram recebidas por S. Pedro que lhes fez uma grande festa nos portões do Céu, e apenas o Sr. Silva, sentado no 12b, que cobiçava a mulher do próximo e tinha trabalhado no sábado anterior, ficou à porta, à espera de transporte para o inferno.

o Arcanjo Rafael pediu-nos para transmitirmos aos familiares mais religiosos que todos os mortos estão muito felizes com a nova moradia nos Céus (excepto o Sr. Silva...) e que em breve visitarão de novo a Terra, para uma assombração ou outra à família mais chegada.

Tudo está bem quando acaba bem no reino dos Céus. Amén.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Massagens com pedras quentes

Hoje ao almoço falou-se de massagens com pedras quentes. É um daqueles conceitos fascinantes que me deixam sempre a pensar em quem terá sido a pessoa que se lembrou daquilo pela primeira vez.

Pensem bem, que género de pessoa se terá lembrado pela primeira vez de pôr pedras quentes em cima das costas para se sentir bem? Pelo menos a mim não é algo que me passe todos os dias pela cabeça - 'ah, o que me apetecia agora mesmo era deitar-me aqui com uns calhauzitos a ferver em cima das costas!...'. Não, definitivamente.

Ainda assim, admito que o tipo que inventou esta massagem não era tão estranho quanto o que se lembrou pela primeira vez que beber leite de vaca era uma boa ideia - na altura não havia pacotinhos de leite, só mesmo vacas. Estamos portanto a falar de um tipo que olhou para uma vaca (ou, para sermos mais precisos, para as tetas de uma vaca...) e pensou 'hmmmm... olha que... se calhar... até nem era má ideia...'. Enfim. Neste caso, prefiro mesmo que não se saiba quem era a pessoa em causa...

Mas voltando às pedras quentes - o conceito não só parece ridículo, como também tem um potencial enorme para a palermice. Na verdade, se pensarmos bem, quando os ginásios e health clubs são capazes de vender o acto de pôr calhaus a ferver em cima das costas dos clientes como algo desejável (e não barato!), então parece-me que o mercado está no ponto certo para se começar a inovar com alternativas cada vez mais originais (ou estapafúrdias, dependendo do ponto de vista).

As minhas sugestões - e caso algum health club as queira utilizar, aviso que já registei patentes, por isso mande um mail por favor aqui para a Fátima (o endereço está ali ao lado) e discutiremos preços... - são as seguintes (infalíveis, todas elas!!!...):

  • massagem com vidros partidos quentes - que pode também ser combinada com as pedras quentes de forma interessante: coloca-se um vidro inteiro, a ferver, nas costas do cliente, e atira-se-lhe com pedras quentes até partir o vidro.
  • massagem com ferros em brasa quentes - aqui o 'quentes' é um pleonasmo óbvio, mas o nome soa bem. Para esta massagem, cada health club teria ferros em brasa com o seu próprio logotipo, para tornar a massagem numa acção publicitária permanente - embora também pudesse ser interessante dar a escolher ao cliente de entre uma gama diversificada de ferros, para permitir-lhe personalizar a experiência.
E a minha preferida:
  • massagem com pedras dos rins quentes - muito melhor que as pedras quentes normais, esta massagem envolveria um tratamento completo para clientes com cálculos renais: primeiro um médico faria a extracção dos cálculos, e depois o massagista colocava-os quentes nas próprias costas do cliente. Uma massagem natural e de bem-estar garantido!!...

domingo, 30 de setembro de 2007

Angelina e Maddie

Segundo informações apuradas pelo Quarto Segredo, as últimas investigações do caso Maddie apontam para Angelina Jolie.

Angelina Jolie, conhecida coleccionadora de crianças, ter-se-á alegadamente interessado por Maddie por lhe faltar na colecção um exemplar inglês. Esta teoria apoia-se em duas escutas telefónicas a que tivemos acesso:

1ª escuta (entre Angelina Jolie e Madonna, outra notável do círculo coleccionista infantil)
(...)
Angelina Jolie: Mas sabes o que me falta? Um bebé inglês. Gostava de dar um toque mais europeu à colecção.
Madonna: Ui, boa sorte! É difícil encontrar um de jeito - e são caros.
AJ: Não terás por acaso um a mais que me arranjes? Tenho para a troca um puto ranhoso do Camboja que é repetido...
M: Ora, putos do Camboja tenho eu cinco e ainda nem os desencaixotei... Porque não tentas no Algarve? Há para lá putos ingleses aos pontapés...

2ª escuta (entre Angelina Jolie e uma voz não identificada, aparentemente após Angelina ter levado Maddie):
Voz: tu não tens coração, não tens nada...
Angelina Jolie: Desculpe?
Voz: a tua vida é vazia, admite, ah?
AJ: quem fala?
Voz: porque fazes isso? que Nossa Senhora te proteja

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Caso Maddie: os McCann contra-atacam

O casal McCann suspeita que a Polícia Judiciária já tenha encontrado a pequena Maddie e que não a devolve aos pais por pirraça.

A PJ diz que não é bem assim, que apesar de Kate McCann ter um ar deslambido e cara de destrambelhada, nunca iriam ficar com a miúda só por pirraça. A PJ confirma no entanto que já ficaram com a custódia de várias crianças, por se entender que as respectivas mães tinham um ar deslambido e cara de destrambelhadas, mas por pirraça, nunca.

Ficou entretanto desmontada a hipótese de terem sido os gémeos de 2 anos a venderem a irmã para redes de pedofilia, porque esta nunca lhes empresta o Noddy de peluche nem as tartarugas ninja.

Os McCann falam agora em adoptar ou "comprar" uma criança que substitua Maddie, para não perderem os benefícios fiscais. Desde que seja loira, inglesa e tenha 4 ou 5 aninhos, disse Kate McCann aos jornais ingleses, acrescentando que preferia que o nome começasse por M, como Maria, Martha ou Monica, porque já tem muita roupinha e almofadas bordadas com um M e era chato refazer isso tudo.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O téni que estava largo

Estava a experimentar uns ténis numa loja. Pareciam grandes, e pedi o número abaixo.

- Quer um téni mais pequeno?, pergunta a criatura.

- Ténis. Queria um ténis mais pequeno.

Enfatizo a frase, para ela perceber a sugestão.

- Diz-se téni, responde ela.

- Eu digo ténis, respondo-lhe. Ténis, calçado desportivo, originalmente usado em partidas de ténis.

- É um téni, insiste ela.

- Veja – digo eu, já irritadiço – você não diz que vai jogar uma partida de téni. Diz sempre ténis, seja uma partida, duas, ou dez. E como foi o jogo que deu o nome ao calçado desportivo...

- Toda a gente diz teni, insiste ela.

- Sabe o que me apetecia?, digo-lhe enquanto ela me olha com um ar enjoado, rotulando-me mentalmente de parvo irritante (e não digo que ande longe da verdade...). Bem me podia trazer um pire de tremoço enquanto espero pelo téni.

Sorrio, triunfante.

Ela olha-me por 2 a 3 segundos, longos, muito longos. Vira-me costas. Desaparece por 2 minutos e regressa.

- Tem aqui um téni um número abaixo.
- E o pire de tremoço?, arrisco.
- Não havia., diz-me ela num tom de uma sinceridade desconcertante, o tom de que terá perguntado a mais que uma colega se ali na loja davam pire de tremoço a clientes enquanto esperam o téni.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A Reclamação das Reclamações

Alegria!!!! Recebemos uma reclamação por escrito, a qual temos o enorme prazer de publicar (por razões de anonimato e por estar francamente na moda, não colocámos o nome da entidade que reclamou, divulgando apenas que é alguém extremamente influente no âmbito dos fluxos cósmicos e do mercado de Carcavelos):

"Exmos. Pastorinhos e respectivos rebanhos:

Venho pelo presente apresentar uma reclamação sobre a ausência de local próprio para a apresentação de reclamações.

Uma pessoa que deseje fazer um comentário geral ao blog não o pode postar em local algum. Ora, está mal!!! Assim sendo, não me deixam outra alternativa, senão a de usar este confessionário virtual para o efeito.

Como leitora atenta tanto do vosso blog, como do livro já editado, ouso perguntar se estão de greve. Ã, estão???? É da crise? Andam a poupar nos caracteres???? 3 posts em 5 meses????? Que é isto, meus???? Vão deixar morrer assim um blog deste calibre???? Eu que ainda noutro dia fiz uma figura de ursa a rir sozinha com o vosso livro no meio da sala de espera da Segurança Social e agora é isto??? Nã, nã, nã, isto não pode ser, é inaceitável!

Aviso desde já que vou comunicar o sucedido ao SLB (sindicato dos leitores de blogs) e à DLC (defesa do leitor cibernauta), isto não fica assim, à pois não!!! Que é que pensavam??? Isto de ter talento tem o seu preço! Eu, na qualidade de fã deste bendito blog e de vós, pastorinhos (não da Fátima, que não gosto nada dessa gaja com a mania dos segredinhos - pirosa!!!), peço encarecidamente que não me obriguem a tomar uma medida ainda mais drástica, até porque convocar todos os vossos leitores dá um trabalhão e andar com cartazes e tal também não faz bem o meu género, OK?

De resto, a continuação de uma boa vida para todos, que continuem a ter muitas e belas visões e, de preferência, que consigam arranjar um tempinho para as partilhar aqui com o pessoal.

Com os melhores condimentos, cruzamentos, mandamentos, mantimentos, monumentos, pestilentos (etc. e tal),

Leitora atenta
MV
"

Bom, relativamente a tão nobre reclamação, apenas me apraz dizer:

  • Se os comments não funcionam, a culpa não é minha que não fui eu que os estraguei. Todavia já contactámos o senhor que arranja comments e ele passa no estaminé assim que puder para ver o que se passa;
  • Não estamos em greve, até porque como não fazemos nenhum, tal coisa não faria sentido. Estamos sim em momento de alargamento criativo, que nos permitirá abrir os horizontes para criar novos e maravilhosos posts (ou não, logo se vê);
  • Ninguém se ri na Segurança Social... podemos usar a sua história como case study??
  • Esqueceu-se de comunicar o sucedido também ao CCRCP (Centro Cultural e Recreativo do Casal Pardo), RFM (Rancho Filarmónico dos Moleanos) e ao AVBMQJT (Alberto, Vai Buscar a Marmita Que Já é Tarde);
  • Convocar os nossos leitores é extremamente fácil, pois para além de si, só temos o Pacheco (que está num frasco com formol na Universidade de Parapsicologia Mística das Beiras) e o Simão (um babuíno que recebe periodicamente os nossos posts através da malta do National Geographic).

Todavia cara leitora, e acima de tudo, queria deixar-lhe um grande bem-haja por todo o apoio manifestado e, fundamentalmente, por ter reclamado, pois gostamos do conceito de litígio e assim era a ver se a moda pegava!!!!

Com os melhores alinhamentos, pensamentos, ajuntamentos, andamentos, aquecimentos, jumentos e incitamentos,

Pastorinho Axe

terça-feira, 13 de março de 2007

Spam - uma resposta colectiva

Farto de receber spam, entendi que chegou a altura de dar uma resposta a toda essa lixarada que me invade o e-mail. Para não responder um a um, que dá muito trabalho, aqui vai uma resposta colectiva:

From
Title
Resposta

Mariah
Can you help me with this
Não, pá.

U.S. Bank
Data confirmation
Não tenho conta convosco, vão pedir dados a outros

Billie Snyder
Anything else you need
Mas ainda não me deste nada!?!!

Vincent
Medicine all over the globe
Sabes, compro medicamentos só nas farmácias.

Harley
Sir, your products work like no other
Obrigado.

Damaris
Are you OK with this
Não, nem sei do que falas

Otha
Reading for fun
Obrigado por visitares este blogue!

Glenna Lott
Psycopathic viscous
Viscoso? Viscoso psicopático? Sabes, precisas de ajuda...

Radius Group
Congratulations, you’re lucky
Sorte era não receber mails teus...

Keitha Simpson
Hey babe
Ôi, gata. Envia foto de corpo inteiro, hein?

Rachele Henry
How’s life
Não está mal, obrigado por perguntares

Jeramy Carpenter
I need ur help
Precisas é de aulas de “urglês”

Altagracia
How’s ur day?
Estava melhor antes do teu mail. Não queres ir às aulas de “urglês” com o Jeramy?

Gertrud Miller
Sick of the baby fat
Gertrud, se estás farta da gordura do bebé, usa azeite ou banha de porco.

Laurine
Whatcha think about this?
Laurine, com esse sotaque transcrito, tu és donde, pá?

Stevie
Yes this is the one
Se for o special one, é o Mourinho, de resto não sei.

Jacki
Heya tell me if it is true
Não, é mentira.

Scott
Get the facts about enlargement
Uhmm.. Scott, isso são problemas teus… eu não me considero mal abonado...

George
Studies show you need 7 inches
EU?!? Fala mas é com o Scott da mensagem acima!

Fernanda
Guia do orgasmo feminino
Fernanda, não sei como me encontraste, mas manda lá isso...

Andy Hernandez
Separate yourself from other men
Andy, eu sou heterosexual, basa!

Dorthy Garcia
Is no mickey
Is Pateta? Or Donald?

Crystal Winkler
Rolex is not for all. Is it for you?
Não, não uso relógio

Albert
6 inches isn’t good enough
Fala com o Scott…

Fran Begay
Gain up to 3 inches in length
O Scott é que parece que andava necessitado…

Madeleine Barlow
Omega replica
Não quero relógios...

Twinkle Herbrand
For bloomplum
Se é para o bloomplum, envia-lhe tu que eu não o conheço...

Karyn Stokes
Are run in aunt
Na tia? Na tia de quem? E o quê?

Marla Burns
For epsilon and comparative
Pessoalmente, sempre fui mais pessoa de Betas e Psis, o epsilons nunca foram letra que me convencesse...

Sammie Holder
Be watermelon no rudiment
Ser melancia o quê?

Held
Was
Been

Payton Patterson
Avoid enhancemente pills
Está bem, obrigado. E já deste o mesmo conselho ao Scott?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

S.Valentim

Hoje é dia 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim. Um dia que devia ser apontado a dedo, pela descriminação completa que representa.

Uma pessoa olha para as montras das lojas e só vê corações vermelhos com letras brancas a passar mensagens de amor; ao lado, bonecos de peluche segurando corações; por trás, uma expositor com cartões supostamente românticos a dizer coisas como "o meu coração é teu".

Perante esta descriminação, pergunto-me: para quando a vez dos outros órgãos? Porque é que há-de ser apenas o coração a ter o protagonismo?

Um pâncreas, um baço, até mesmo um par de amígdalas, serão acaso menos que um coração?

Farto desta situação, proponho uma série de alternativas para futuros dias de S.Valentim:

- uma série de ursos de peluche segurando diversos órgãos do corpo humano. Imaginem como seria bonito receber um urso segurando um intestino grosso, com uma mensagem a dizer "o meu intestino é teu" - ou então, para um toque mais carinhoso, "as minhas tripas são tuas";

- uma caixinha com umas cordas vocais em plástico e um cartãozinho a dizer "sem ti falta-me a voz";

- um frasco cheio de bílis (poderia incluir a própria vesícula) com um rótulo dizendo "fizeste de mim uma pessoa menos amarga";

- finalmente, o meu preferido: um tupperware com o seguinte poema na tampa:
Se o meu coração fosse teu, eu por certo morreria
Se o meu fígado fosse teu, à máquina me ligaria
Sendo assim, neste dia, porque és a mais bela entre as mais belas
O melhor que te posso dar é mesmo um prato de iscas com elas...

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Campinos de Alfama

É já do conhecimento comum que os portugueses representam um povo pessimista e triste. Por alguma razão, a nossa música tradicional é o Fado e eu, muito sinceramente, já começo a ficar um bocado farto desta tristeza toda, deste destino malfadado, deste portfolio de desgraças mal amanhadas que afecta todo e qualquer português que se preze.

É altura de mudar, de nos tornarmos mais alegres e nada melhor do que fazê-lo com uma música e dança bem mais animados. Os brasileiros já têm o samba? Pois sim, nós temos o Fandango!!

Lanço então o apelo: vamos todos promover o Fandango! Vamos acabar com as Casas de Fado de Alfama e vamos criar as Casas de Fandango de Alfama. Onde outrora se veria uma mulher envergando negras vestes, com ar sisudo e sofredor a berrar dores e destinos, passaremos a ver uma cambada de campinos, todos bem regados com o melhor vinho ribatejano, envergando os seus gorros, a dançar alegremente um belíssimo Fandango.

Acabemos ainda com a maçuda Grande Noite do Fado e criemos a animada Grande Noite de Fandango e De Uma Série de Campinos Bem Bebidos.

Abaixo a dor, viva o Fandango!